Pandemia e Varejo de moda: Produtos e clientes

Marina Clara
6 de agosto de 2021

Apesar de todas as dificuldades surgidas durante a pandemia do novo coronavírus, o varejo de moda vem se reinventando e resistindo bravamente! Mas você sabe dizer quais os produtos que mais venderam neste período? E quais são os clientes que têm mantido o varejo de moda ativo durante a pandemia? 

Clientes comprando roupas durante a pandemia

Varejo de moda e Pandemia

A pandemia do novo coronavírus impactou profundamente o varejo de moda. Nos primeiros 3 meses de crise sanitária no Brasil, grande parte das lojas físicas ficaram fechadas e tiveram grandes prejuízos, sendo o estoque parado, o primeiro deles!

E isso aconteceu, não apenas pelo fato de estarem, literalmente, de portas fechadas. Mas também porque a maior parte da população ficou mais resistente e cautelosa em relação a gastar dinheiro.

Com o passar do tempo, alternativas foram surgindo para reavivar o comércio de roupas, calçados, acessórios e moda casa. E sabemos que a internet tem sido uma grande aliada dos lojistas, principalmente neste período.

Assim surgiu o delivery de roupas, chamado também de “fashion delivery”. Surgiram as famosas malinhas de roupas, onde o cliente recebe em casa, experimenta, escolhe suas preferidas e “devolve” o que não gostou ou serviu. Além, é claro, das vendas online, via e-commerce ou redes sociais.

Passado aproximadamente um ano e meio de pandemia, é possível fazer uma retrospectiva e avaliar:

  1. Quais produtos do varejo de moda foram mais vendidos, durante a pandemia?
  2. Quais clientes mais compraram no varejo de moda, durante a pandemia?

Lar doce lar – moda casa cresce durante o isolamento

Com o isolamento social, tudo o que se relaciona à casa teve mais saída.

As pessoas começaram a investir em pequenas reformas, troca de móveis e utensílios, etc. A busca por itens para treinar em casa, material de jardinagem e de pequenas reformas tiveram um aumento de 50% nas buscas no site da Amazon, por exemplo!

Isso se deve ao fato de as pessoas estarem mais dentro de casa. Assim, começaram a querer torná-la um lugar cada vez mais agradável de se estar. E isso também inclui a moda! 

Houve um crescimento perceptível nas buscas por roupas de cama, banho, tapetes, cortinas, por exemplo!

Percebendo a demanda, grandes lojas de departamentos passaram a fazer anúncios e mídias privilegiando a seção “moda casa”. Anúncio Riachuelo (Foto: reprodução)

Comfort Dressing, Comfy e Loungewear – Moda confortável

Assim que começou-se a perceber um início de reaquecimento do comércio, uma grande transformação no varejo de moda ficou clara: as pessoas queriam roupas confortáveis!

De acordo com as projeções, a perspectiva é que o estado de pandemia, e com ele uma necessidade de se manter os cuidados e o distanciamento social, dure até 2022. Cientes disso, as pessoas começaram a buscar maneiras de estarem confortáveis e bem vestidas, dentro (e fora, quando for possível) de casa.

E assim surgiu um novo nicho: a moda comfy, comfort dressing e loungewear. Na verdade isso já existia, mas nunca foi tão forte quanto passou a ser durante a pandemia. 

Comfort dressing

O chamada comfort dressing, nada mais é do que vestir-se de forma confortável. Esse termo não caracteriza um estilo, propriamente dito, mas peças de roupas que te deixam à vontade. Portanto, não está, necessariamente, ligado à estética. 

Moletons, tricôs, malhas soltas e tudo aquilo que deixa o seu corpo livre para movimentar-se ou para sentar-se no sofá e assistir a um filme, por exemplo. Isso inclui também, roupões e robes.

Pijama, roupa confortável para ficar em casa.

Comfy

A moda Comfy preserva a ideia de conforto. Isso é o ponto principal que deve ser visível e sensível. Ou seja, tanto quem veste quanto que vê devem perceber o conforto e a comodidade nas peças. 

Essa moda inclui peças em algodão, como camisetas, além de moletons, tecidos leves e vestidos de linho, por exemplo.

Comfy – moda confortável.

Loungewear

Já o loungewear é sim um estilo. Parecido, na ideia de conforto, com o comfort dressing, mas buscando também ser elegante. 

Esse estilo inclui os famosos pijamas, que já tinham sido apontados aqui no blog como uma tendência. Inclui também conjuntos de moletom, cujas peças podem ser usadas juntas ou separadas e peças de malha e tricô. Mas, claro, sempre com um olho no visual e outro no conforto.

Portanto, estamos falando aqui daqueles pijamas com ar vintage, com tecidos e cortes elegantes que podem ser combinados com outras peças para compor um look. Essas peças podem ser usadas como terninhos, com sapatos elegantes, ou de forma mais despojada, combinando a parte de cima do pijama com uma calça jeans ou a calça com uma blusa de tricô, por exemplo.

Apesar de o termo loungewear significar “roupas para ficar em casa”, esse estilo vai totalmente na contramão da ideia de se vestir de qualquer jeito ou de ficar “largadona”. 

Pijama pode ser uma roupa elegante, combinando com os acessórios e sapatos certos! Na foto, Paula Ordovás (@paulaordovas) no Instagram – Foto: reprodução

A ideia é que peças de roupas “de ficar em casa” sirvam tanto para atividades em casa, como o home office ou para fazer uma live, por exemplo, quanto para fora de casa, como ir para o escritório, para um passeio no shopping ou até para a balada!

Segundo a empresa de marketing Edited, as vendas de pijamas, chinelos e peças em tricô cresceram, nos Estados Unidos, cerca de 13% em março de 2020, em relação ao mesmo período do ano anterior. Esse crescimento fez com que a marca de lingeries Adore Me, por exemplo, tivesse pela primeira vez um pijama como seu campeão de vendas (posto que, antes, era de um sutiã).

Quem manteve o varejo de moda durante a pandemia? (Clientes que mais compraram)

Uma empresa com foco em pesquisa de mercado e experiência do consumidor chamada Opinion Box realizou recentemente uma pesquisa para entender o impacto da pandemia na indústria de moda e acessórios

Essa pesquisa abrangeu um grande número de brasileiros de diversas idades e regiões do país. A partir dela, é possível traçarmos um perfil dos consumidores do varejo de moda durante a pandemia no Brasil.

Segundo as informações obtidas, é possível constatar que:

Quase 70% das pessoas compraram roupas e acessórios neste período.

69% das pessoas entrevistadas adquiriram alguma peça de roupa, calçado ou acessório durante a pandemia, incluindo compras em lojas físicas e online.

Apenas 5% dos compradores adquiriram peças de moda unicamente de forma online

Ou seja, 95% dos consumidores do varejo de moda compraram em lojas físicas. E destes 5% de compradores online, 29% não tinham o hábito de comprar online antes da pandemia. Os outros 71% já haviam realizados compras online antes da pandemia.

Qualidade e preço atraente foram os principais motivos que levaram as pessoas a comprarem.

Isso não é tão diferente do que já estávamos acostumados.

Outros dados registrados durante a pandemia, que nos permitem fazer uma análise do perfil dos compradores são:

  • Geração Y e geração Z são os que mais mantiveram os hábitos de consumo

A geração Y, também chamada Millenials, inclui pessoas nascidas entre 1980 e 1995. Neste grupo de pessoas, percebe-se uma opção consciente de comprar de pequenos comércios, ajudando-os a se manterem vivos.
Já a geração Z (nascidos entre 1995 e 2010), têm optado por comprar de marcas e lojas que dialogam com eles. As redes sociais e as mídias online são um grande canal de comunicação e vendas com essa geração.

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