5 principais mudanças no mercado de moda pós COVID-19

Marina
15 de maio de 2020

 

Nesses tempos de pandemia, assim como aconteceu nos períodos das grandes guerras mundiais, o mundo vai passar por uma grande transformação. Com isso, as pessoas e seus hábitos de consumo também se transformam. E, é claro, a moda e o seu mercado também! Veja neste artigo as 05 principais mudanças no mercado de moda após o COVID-19.

A pandemia de Coronavírus têm provocado muitas mudanças nos hábitos e no perfil de consumo das pessoas e, consequentemente em todo o mercado. E já é fato que nenhuma outra pandemia provocou um efeito econômico mundial desta proporção! Um dos mais afetados por essas transformações é o mercado da moda, que já vem sentindo seus impactos.

Muitos lojistas de roupas e acessórios estão se sentindo perdidos, sem saber o que fazer para manter a sua loja ativa durante a quarentena e após a pandemia do COVID-19. Mas é importante refletirmos que toda crise traz transformações e estar aberto às mudanças e tendências é a melhor ferramenta para sobreviver à crise.

Algumas transformações nos hábitos dos consumidores de todo o mundo, a partir do início desta pandemia, já são perceptíveis. E, de acordo com as pesquisas de tendências de consumo do SEBRAE e da consultoria McKinsey, já podemos traçar uma lista de mudanças e tendências para o mercado da moda daqui pra frente:

1- Vai ser impossível fugir do digital

Mas o que isso significa? 

Que a partir de agora, para quaisquer tipos de negócio, é imprescindível existir também no mundo digital!

Em meio à pandemia, o “online” se tornou a única alternativa para viabilizar alguns negócios. Isso não apenas no mercado da moda!

As orientações de isolamento social pelo COVID-19 ampliaram a abertura do consumidor para esta forma de consumo, e já está claro que este comportamento não será passageiro. 

Os consumidores, mesmo aqueles que, antes da pandemia, ficavam desconfortáveis com o mundo digital, estão se adaptando à digitalização de seus comportamentos. E com o tempo, acabam se acostumando às praticidades do meio virtual.

Mas para você, dono de uma loja física de roupas e acessórios, existir no digital não quer dizer necessariamente virar um e-commerce! Existem diversas experiências inovadoras e tecnológicas para lojas físicas de roupas. O mercado da moda possui diversos exemplos de sucesso em inovação para lojas físicas!

Além disso, existir no meio digital significa, principalmente: comunicar no digital. Apresentar-se no digital. Oferecer produtos e conteúdos no digital. Enfim, utilizar o meio digital, inclusive, para valorizar a experiência física de ir à loja!

 

Dica de ouro: crie conteúdos que estimulem o cliente a visitar a loja física.

 

Você, lojista, sabe que é a partir do toque na peça e do caimento da roupa no corpo que o cliente bate o martelo para a compra de uma peça de roupa. Use as suas redes sociais também para valorizar isso! 

Crie conteúdos, textos, fotos, memes, comparativos, informando essas especificidades do mundo da moda! 

Isso te ajudará a ganhar engajamento nas redes sociais, mas também a direcionar o seu público para sua loja física de roupas e acessórios pós COVID-19!

TOQUE – Fale sobre o toque no tecido. O contato com a peça. O quanto uma foto pode “enganar os olhos” e valorizar ou desvalorizar uma peça de roupa. 

CAIMENTO – Fale sobre os diferentes corpos. Valorize as diferenças entre os corpos para tratar de caimento. Fale sobre como é diferente sentir a roupa no corpo e ver em uma vitrine (virtual ou não!). Assim todas as suas clientes se sentirão valorizadas em suas diferenças e especificidades e também estimuladas a experimentarem a peça antes da compra. 

A partir disso, convide o/a cliente a visitar a sua loja física! Isso te poupará os gastos com a logística reversa de um ecommerce, mas te manterá no mundo online. 

2 – O público está mais aberto a experimentar

As pesquisas mostram que, neste período de quarentena, os consumidores em geral se abriram a experimentar novas marcas.

As razões para isso são variadas:

  • Contenção de gastos;
  • Busca por um produto novo;
  • Busca por produtos mais em conta;
  • Falta do produto de preferência.

Já é comprovado que houve uma quebra, um choque na lealdade do consumidor com as marcas. Isso também acontecerá no mercado da moda pós COVID-19.

É um momento oportuno para quem trabalha com fornecedores locais, com marcas próprias, novas ou diferentes apresentarem seus produtos e buscarem se firmar como melhores opções. Ou, para você que trabalha com grandes marcas se abrir também para pesquisar novos fornecedores que podem agradar o seu público!

Claro que qualidade ainda é um requisito importante para a venda de um produto, mas marca já não é mais tão determinante.

Além disso, percebe-se que, durante a pandemia e após, em alguns países há uma busca por opções mais baratas, proveniente principalmente da redução de renda do consumidor neste período. Não podemos afirmar que, no Brasil, esta prática se manterá após a pandemia, mas é um ponto que merece observação!

3 – Movimentar a produção local, consumo saudável e seguro

Mesmo no ambiente online, mas, principalmente no retorno às lojas físicas, o ambiente, a limpeza e a sensação de “segurança sanitária” passaram a ser fatores determinantes nas escolhas do consumidor. Essa característica também deve permanecer pós COVID-19.

O bem-estar passa a ser determinante fator na escolha por um local e compra! Então, planeje o espaço físico da sua loja, o visual e a ambientação para atrair o seu público

Além disso começa-se a observar uma tendência, não apenas no mercado da moda, à valorização do pequeno produtor, buscando-se reforçar a economia local e valores comunitários. Pós COVID-19 essa tendência possivelmente será ampliada.

4 – Ressignificação da roupa, agregando valores sociais

Percebe-se uma agregação de novos valores ao ato de comprar roupa ou de vestir-se. Essa tendência foi observada não apenas no comportamento do consumidor, como também nas perspectivas de especialistas e da indústria da moda para o pós COVID-19.

O acabamento impecável ou o tecido de qualidade já não bastam mais! Agora é preciso ir além, comunicar, criar sentido e fazer com que as pessoas acreditem e compartilhem esses valores.

Segundo a Associação Mineira de Empresas de Moda, Instituto AMEM, “a vestimenta precisa ser ressignificada. Ela se transforma em um objeto de resistência, de autocuidado e de conexão com a nossa essência. Essa percepção é crucial e pode ser trabalhada pelas lojas e pelas marcas na comunicação de vendas”.

Algumas das maiores marcas do mercado da moda, percebendo esta tendência, agregaram às suas marcas valores sociais. Grupos de alta costura, como Armani, Gucci, Dior, Louis Vitton e Prada voltaram a sua produção para a confecção de máscaras e macacões hospitalares

No Brasil também há exemplos de marcas que, inspirando-se nas ações das marcas estrangeiras, mobilizaram-se em prol do combate ao COVID-19 e agregam valores sociais aos seus valores.

5 – Redução do consumismo e consumo consciente

A pandemia do COVID-19 trouxe também às pessoas uma maior consciência de que a natureza é importante e que os recursos naturais são escassos. 

O Himalaia pôde ser visto depois de mais de 30 anos por causa da diminuição de gases e poluição no ar, os canais de Veneza estão com águas mais claras e moradores relatam, inclusive, o surgimento de peixes. Essas são algumas das notícias que fazem com que as pessoas repensem seus hábitos de consumo.

A tendência, daqui pra frente, é uma redução do consumismo, aumentando a busca por produtos com mais “substância” e consciência social e ambiental. No mercado da moda pós COVID-19 o foco será em peças mais duráveis e na experiência de consumo.

É possível, inclusive, que a indústria da moda altere esse formato de lançamento de coleções por estação. Isso reduziria a quantidade de peças criadas, apostando em tendências mais duradouras.

Dica de ouro: Para o pequeno lojista, reciclar coleções é tendência e pode ser uma boa saída para não ficar com estoque encalhado! 

Observe tendências do mercado da moda que se repetirão após a estação de lançamento e valorize esses produtos. Aposte naquilo que “não sai de moda”. 

E, lembre-se!

O mercado da moda é incerto e é sempre um dos primeiros a sofrer as consequências dessas grandes transformações mundiais. Mas é também um mercado que sempre consegue se reinventar e renascer!

Ao retomar os trabalhos na sua loja física de roupas e acessórios, pós COVID-19, faça um bom planejamento de promoções e mantenha uma eficiente gestão de custos para não cometer equívocos que podem te custar muito caro!

Para te ajudar, conte sempre com a CRIAR Software, que tem a melhor solução em software de gestão para o varejo de moda!

 

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