Moda Plus Size: qual o tamanho desse mercado?

Marina Clara
31 de agosto de 2020

Quem acompanha o mercado de moda vem percebendo, de uns tempos pra cá, o crescimento do nicho plus size. Mas você já se perguntou “qual o tamanho desse mercado?”

 

Pesquisa do Ministério da Saúde confirma que mais de 50% da população brasileira está acima do peso. Apesar disso, a oferta de roupas para tamanhos acima do 46 ainda é bem pequena. 

Mas porque será que, num mercado em expansão, com público garantido, isso ainda acontece?

 

Tamanho padrão

Até pouco tempo o padrão de beleza, principalmente para mulheres, era bastante rígido: magra! A numeração padrão para o corpo feminino adulto ia de 36 a 42. 44 no máximo! 

Não se via, nas vitrines das lojas, manequins de tamanhos maiores. Nos catálogos das marcas, uma ou outra peça em tamanho maior, mas não se viam modelos para estes tamanhos. O mesmo acontecia nas propagandas de roupas. E nas passarelas a representação, quando tinha, era mínima. 

Durante muito tempo, uma ou outra marca se dizia “especializada em tamanho maior”. Mas dificilmente era possível encontrar, nessas lojas, uma modelagem jovial, moderna, estilosa. Às pessoas gordinhas lhes cabia vestir o que tinha. O que coubesse.

 

O tamanho que me cabe

Essa padronização da beleza que estabelece a magreza como ideal gera não apenas preconceitos. Mas, dificulta a este público, que não é pequeno, a compra de roupas e peças de vestuário que o agradem.

Um levantamento feito pela Associação Brasileira de Moda Plus Size (ABPS) mostrou que 63% dos consumidores deste nicho tem dificuldades para encontrar roupas. Isso acontece tanto pela falta de opções interessantes quanto por tamanho. O mesmo levantamento aponta que 77% desses consumidores considera difícil encontrar peças bem modeladas e que vistam bem. 

Isso fica bem claro na fala da atriz e blogueira plus size Mariana Xavier. Quando questionada a esse respeito ela diz que as roupas plus size, muitas vezes, pareciam feitas para compôr um “combo: gorda, velha e cafona”.

Mas, afinal de contas, estamos falando em mais da metade da população brasileira! Esse público movimenta um mercado bilionário! E ainda sim é considerado “fora do padrão”?!  

Porém, começamos a perceber algumas transformações nesse mercado. O mundo da moda começou a reconhecer (e perceber o potencial de compra) de mulheres e homens acima do peso padrão.

 

Para todos os corpos 

 

É claro que isso não mudou “do nada”! De alguns anos pra cá surgiu um movimento fortíssimo de empoderamento de pessoas que prega o auto-amor e o auto-cuidado. 

Antes, o engajamento do público era gerado por uma modelo magérrima. Hoje já se sabe que a identificação é a chave para atrair o público.

Movimentos como “Body Positive” e “Corpo Livre” estão dando visibilidade a mulheres de tamanho maior. Em vez de sofrerem na luta contra a balança, para caber em roupas que não as consideraram, essas mulheres vão atrás de marcas que componham seu estilo e valorizem sua beleza.

 

Plus Size: qual o tamanho deste mercado?

Muitos lojistas ficam com medo de investir em peças de tamanho maior. Eles têm receio de perder o público que já tem ou de ficarem conhecidos como “loja de roupas para gordos”. Isso acontece, grande parte das vezes, por desconhecimento ou por preconceito. 

Ainda existe muito tabu em relação a este público. Mas os números não mentem! Se, com pouca oferta, este mercado já é grande, com certeza ele poderia ser bem maior!

Segundo a Associação Brasileira do Vestuário, em 2018 o mercado de moda plus size cresceu 8% e movimentou cerca de R$7,2 bilhões, enquanto outros setores da economia registraram queda na produção. 

Em 2019 o segmento faturou 10% a mais do que no ano anterior, de acordo com a Associação Brasil Plus Size. São mais de 490 indústrias de confecção criando coleções específicas para este nicho, segundo levantamento do IEMI. Isso representa 2,5% dos estabelecimentos da indústria em atividade, que movimenta cerca de R$2,5 bilhões anuais em vendas.

 

O tamanho é grande e o mercado também!

Se você, lojista, ficou interessado em investir em produtos para este público, vá em frente! Mas é importante tomar alguns cuidados. Por isso, separamos aqui algumas dicas para te ajudar a se preparar para atender esse público:

  • Evite um erro comum: segregar. 

Não adianta nada criar uma arara plus size na sua loja, com cores, estampas e modelagens diferentes da sua coleção principal. 

  • Plus size é grande!

Não anuncie que você tem produtos Plus Size se você realmente não tiver numerações grandes. 44 ainda não é plus size! Do 46 ao 50 é o mais comum de se encontrar no mercado. Mas acima de 50 é o público com maior dificuldade de encontrar numeração. Pense nisso!

  • Pessoas gordas têm estilo, assim como as magras

Mulheres (e homens) acima do peso e da modelagem padrão não são um tipo diferente de mulher (e homem). São pessoas com os mesmos desejos de consumo das pessoas magras, mas em tamanho maior. 

  • Não é porque a pessoa é gorda que ela quer se esconder

As pessoas acima do peso querem roupas que valorizem sua beleza natural. Oriente sua equipe para este atendimento e ensine-os a oferecer peças para cada tipo de corpo e estilo. Para valorizar, e nunca para esconder!

Pesquise sobre a moda plus size. Acompanhe as blogueiras de moda plus. Acompanhe as “Plus Size Fashion Week”. Acompanhe as tendências. Entenda o que valoriza cada corpo (isso vai te ajudar não apenas com o público de tamanho maior). 

Não importa se o seu segmento atual é moda masculina, moda feminina, moda infantil, moda praia ou moda festa… Sempre há espaço para cativar mais público! O importante é você manter a personalidade e a identidade da sua loja!

Para isso, claro, você precisa não apenas saber escolher as peças. Mas é imprescindível saber divulgar seu negócio e gerenciar sua loja!

E para fazer uma gestão mais eficiente, conte com a Criar Software. Um sistema de gestão integrada especializado em lojas de roupas que vai te ajudar a organizar, planejar e gerir o seu negócio!

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