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Gestão, Moda

Como é a inovação nas lojas de moda no Brasil e no Mundo

junho 1, 2019
Tempo de leitura 7 min

As transformações do comércio seguem as transformações da sociedade. A sociedade muda, a forma de comprar também muda e as lojas devem se adequar a essas transformações. Mas não pense que essas transformações acontecem apenas no campo das lojas virtuais! Muitas lojas físicas buscam inovação nas maneiras de vender e oferecer seus produtos, acompanhando e, muitas vezes se adiantando às tendências de comportamento dos clientes.

Para além da utilização das redes sociais como ferramenta de divulgação de sua loja, existem diversos laboratórios de inovação e startups conhecidas como “retail techs” que buscam desenvolver ferramentas para melhorar processos e reduzir custos, acompanhando as transformações do consumidor que está cada vez mais conectado.

Além disso, podemos perceber também uma busca por melhorar a experiência de compra, a atração e a retenção dos consumidores no ponto de venda, encontrando assim soluções inovadoras para aumentar vendas.

E, acredite! Apesar de parecer uma realidade muito distante, a utilização dessas inovações é uma tendência mundial e essas soluções já podem ser encontradas espalhadas pelo Brasil.

Para que você possa ficar por dentro dessas transformações, selecionamos alguns exemplos de inovação dentro e fora do Brasil que podem te inspirar a se transformar!

 

A tecnologia do e-commerce na loja física (Não é se tornar um e-commerce)

A Hointer é uma loja especializada em moda jeans que surgiu em 2012 em Seatle, nos Estados Unidos, com uma ideia totalmente inovadora em loja física, integrando tecnologias do e-commerce com  experiências possíveis apenas na loja física, como tocar, experimentar e sair da loja com a roupa escolhida.

Como funciona?

Ao entrar na loja o cliente se conecta à um aplicativo da loja. Todas as peças expostas têm uma etiqueta com um QR Code que é lido pelo aplicativo, onde aparecem todas as informações das peças (modelo, tamanhos disponíveis naquela loja e nas outras lojas da marca, preço, etc.)

Todos os modelos da loja ficam expostos de forma que o cliente possa ver a peça inteira. Há apenas um exemplar de cada modelo em exposição e, caso o cliente goste do modelo, ele seleciona pelo aplicativo uma peça no seu tamanho.

 

Ao selecionar a peça no aplicativo, ela entra em um carrinho virtual (parecido com aqueles de e-commerce) e o cliente pode continuar suas compras, selecionando outras peças. Quando decidir experimentar as peças ele seleciona “ir ao provador” e no aplicativo aparecerá em qual provador as peças selecionadas estarão esperando por ele.

Caso o cliente não goste de alguma das peças, ele a coloca em um duto e, automaticamente, a peça sairá do seu “carrinho de compras”.

Ao finalizar a compra o cliente pode pagar no próprio aplicativo.

Após frequentar a loja mais de uma vez, o aplicativo registra as medidas do cliente para que em próximas compras possa oferecer as peças em estoque mais próximas de suas medidas reais.

 

Mas como VOCÊ, lojista, pode se inspirar na experiência da Hointer para a sua loja?

Vitrines virtuais, etiquetas eletrônicas e o recurso da prateleira infinita (que busca no estoque de todas as lojas da rede e não apenas da loja em que o cliente está) são alguns dos recursos utilizados por esta loja. Esses recursos ajudam o varejista a conhecer melhor o seu consumidor e, com isso, melhoram a sua oferta de produtos e serviços.

Caso você não tenha condições de criar ou adquirir ferramentas como estas, você pode se inspirar e utilizar algumas das táticas da Hointer para melhorar a experiência do cliente na sua loja:

  • Exposição

Deixe as peças expostas de forma visível e atrativa para o cliente. Você não precisa ter várias peças iguais de tamanhos diferentes expostas. Apenas uma! Assim, o cliente terá uma visão da peça como um todo e, caso ele se interesse pela peça, ele solicita ao atendente uma no seu tamanho (esse tipo de exposição já é muito comum em lojas de sapato, mas ainda pouco usual em lojas de roupas).

As demais peças podem ficar guardadas em estoque. Isso demanda uma grande organização do back-end da loja, mas pode ajudar, e muito, no controle das peças em estoque e na oferta do que realmente a loja tem que possa interessar ao cliente.

Um bom sistema para gestão e controle de estoque, criado especificamente para lojas de roupas, pode te ajudar nessa tarefa!

  • Atendimento e otimização

Você pode treinar a sua equipe para que o atendimento ao cliente seja otimizado. O cliente pode escolher os modelos de seu interesse e o atendente busca todas as peças nos tamanhos escolhidas, preparando o provador para receber o cliente. Com o estoque em ordem, essa seleção das peças é facilitada e, conhecendo o estoque, o atendente pode oferecer ao cliente outras peças que também possam agradá-lo.

Isso, além de otimizar o tempo, também melhora a experiência do cliente na loja!

  • Personalização

Você pode criar um banco de dados dos clientes, ou uma espécie de cartão fidelidade onde as informações dele ficam salvas (medidas, últimas compras, modelos mais comprados, etc.), personalizando o atendimento e auxiliando os seus funcionários a oferecerem modelos mais próximos ao gosto do cliente. (Um sistema de gestão completo já vai te oferecer estas funcionalidades)

 

Marcas que vendem PROPÓSITO!

Outra questão que tem feito a diferença nas escolhas dos clientes, e esta vai muito além do uso de tecnologias, é a venda de um conceito, uma experiência e/ou um propósito da marca. Qual a “alma” do seu negócio?

Algumas empresas têm buscado contribuir ou impactar o meio em que vivem com benefícios que vão além do produto que elas vendem. Podemos dar como exemplo a marca californiana Patagonia, que vende roupas para esportes ao ar livre.

Desde o início do negócio o fundador da marca buscou conciliar as vendas com uma preocupação real com a devastação da natureza, buscando formas de influenciar pessoas e ajudar em causas ambientais, incentivando e promovendo ativistas ao mesmo tempo que mantinha o controle sobre os impactos do seu próprio negócio. Isso também é inovação!

Não que sua marca deva se tornar uma ONG, não se trata disso, mas o consumidor também é atraído por um propósito e, segundo uma pesquisa da Edelman (uma empresa norte-americana de consultoria em relações públicas e marketing) 84% dos consumidores, pelo menos uma vez por ano, fazem compras relacionadas a causas.

 

Não apenas roupas, mas EXPERIÊNCIAS!

Aqui no Brasil a idéia de transformar a experiência do cliente na loja já está rendendo frutos. Podemos citar o exemplo da marca de roupas masculinas Reserva, que tem como propósito “espalhar afeto”, estabelecendo uma relação calorosa com o cliente.

Com foco no atendimento, a loja se torna mais do que um varejo de roupas, mas um ponto de encontro, uma experiência agradável de estar naquele lugar, fazendo juz ao seu propósito e trazendo inovação com foco no seu consumidor.

O erro de muitos varejistas é, apesar da consciência da importância do chamado “foco no consumidor”, priorizarem outras coisas (que também são importantes, mas fogem do foco) como canais de venda, operações, descontos, produtos e entregas e não as PESSOAS.

E foi isso que a Reserva entendeu!

A busca vai além de engajar o consumidor, mas entretê-lo e proporcionar a ele uma experiência agradável ao ir à loja física. Afinal, ficando mais tempo na loja e sentindo-se bem naquele espaço o consumidor possivelmente gastará mais!

Seja com inovação em tecnologias, no propósito ou na experiência, o importante é entender as transformações da sociedade e buscar acompanhá-las, dentro do que está ao seu alcance!

 

O que você tem feito para inovar e não ficar para trás?

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